Maioria dos angolanos que sai do país para estudar vem para Portugal. Fausto Simões diz que “isso é muito positivo”.

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Rede Social Portugal-Angola

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São cada vez mais os alunos angolanos nas universidades portuguesas e “a língua é um fator determinante, assim como o facto de as necessidades sentidas em Angola poderem ser satisfeitas em Portugal, ao nível da formação”, diz o decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Isto sem esquecer as afinidades culturais entre os dois países,lembra o professor. Em entrevista ao Universidades&Emprego, Fausto Simões diz que o problema dos angolanos que vinham estudar para Portugal e que já não voltavam ao seu país já foi mais acentuado e que, atualmente “é mínimo”. O país já não está em guerra, o Governo angolano tem um programa de habitação a baixo custo, com prioridade para os jovens, sem empréstimo bancário ou juros, e a economia angolana é das poucas no mundo que continua a crescer. Tudo razões que atraem os jovens angolanos, “e até portugueses e brasileiros”, afirma o professor. E esta é já uma mobilidade bastante acentuada quando o assunto é “docentes”. Exemplo disso são os protocolos que a Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto assinou recentemente com algumas universidades portuguesas. “Aquilo que é Economia, entregamos ao ISEG, o que é gestão, ao ISCTE”, explica Fausto Simões. Resultado? Um doutoramento em Economia, um mestrado em Mercado de Capitais e outro em Economia Monetária e Financeira, em colaboração com o ISEG. E um mestrado em Empreendedorismo e Inovação e um doutoramento em Gestão, em parceria com o ISCTE.

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Não que Angola não tenha bons professores, salienta Fausto Simões, mas a faculdade que dirige optou por um modelo em que os mestrados e doutoramentos são feitos em parceria com outras universidades, “com o objectivo de absorvermos a experiência científica de outras escolas similares mais desenvolvidas”, explica. É este o caso, também, da recente parceria que assinou com a Nova SBE e que pressupõe que todos os meses um professor desta faculdade vá a Luanda dar uma palestra, ao mesmo tempo que são enviados para a Nova SBE dois docentes da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto por semestre, para “um programa sabático de seis meses em que assistem às aulas de outros professores regentes, aprendem a fazer investigação, têm um gabinete, e aprendem como se trabalha nesta faculdade”, explica o professor. A Faculdade de Economia da maior universidade angolana já foi distinguida internacionalmente, mas Fausto Simões lembra que a dificuldade das universidades angolanas em entrarem nos ‘ranking’ internacionais tem a ver com a investigação e não com a qualidade da docência. Por isso, e porque “o executivo angolano tem apoiado várias iniciativas nesse sentido”, o decano acredita que“é apenas uma questão de tempo” até a sua faculdade conquistar um lugar num ranking internacional. 

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