Presidente angolano desaconselhou ainda a tomada do poder pela força, chegando a alertar para o perigo de um golpe de Estado.

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Rede Social Portugal-Angola

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 O presidente angolano José Eduardo dos Santos pediu ao seu partido, o MPLA, que prepare desde já a sua sucessão. Mas afastou a possibilidade de deixar o palácio da Cidade Alta antes do fim do seu mandato, em 2017.

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“Em alguns círculos restritos, é dado como quase certo que o presidente não vai levar o seu mandato até ao fim, mas é evidente que não é sensato considerar essa opção nas atuais circunstâncias", disse esta quinta-feira José Eduardo dos Santos numa intervenção reproduzida pela agência noticiosa Angop. 

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O presidente falava na III sessão extraordinária do comité central do MPLA, que convocou o congresso do partido para 17 a 20 de agosto de 2016. Com 72 anos, Eduardo dos Santos está na presidência de Angola desde 1979.

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Segundo a agência, José Eduardo dos Santos desaconselhou ainda a tomada do poder pela força, chegando a alertar para o perigo de um golpe de Estado. 

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"Não se deve permitir que o povo angolano seja submetido a mais uma situação dramática como a que viveu em 27 de maio de 1977, por causa de um golpe de Estado. (...) Quem escolhe a via da força para tomar o poder ou usar para tal meios anticonstitucionais, não é democrata. É tirano ou ditador. Foram acusar o MPLA e os seus militantes de intolerantes, mas a mentira tem pernas curtas", afirmou.

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No dia 23 de junho, citado pela Lusa, o Grupo de Apoio aos Presos Políticos Angolanos denunciou a detenção de 13 activistas em Luanda, "sob pretexto de crime contra a segurança do Estado". Segundo aquele grupo, os serviços de investigação criminal do Ministério do Interior angolano consideraram que os ativistas "foram detidos ‘em flagrante delito' quando ‘se preparavam para realizar atos tendentes a alterar a ordem e a segurança pública do país".

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Na sua intervenção, Eduardo dos Santos garantiu ainda que o nível de endividamento do país está aquém dos 40% do PIB previstos no programa eleitoral, incluindo os novos créditos concedidos pela China, refere a Angop.

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"O aumento do nível de endividamento tem sido feito de forma calculada e respeitando os objetivos definidos no programa eleitoral aprovado pelo povo angolano", afirmou.

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